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A história de “Raqs el Sharqi”, a Dança do Ventre!

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“É do Leste, de onde o Sol nasce, que a mulher recebe o poder e a energia solar”.

Conta a lenda que “Raqs el Sharqi”, a Dança do Leste, é uma dança ritualística feminina que tem como intuito canalizar as energias do Sol e celebrar a fertilidade da vida. Talvez você pense que nunca tenha ouvido falar dessa dança praticada no Egito Antigo. Porém, se você conhece a Dança do Ventre, você conhece “Raqs el Sharqi”.

Da Dança do Leste à Dança do Ventre

A Dança do Leste ficou conhecida como Dança do Ventre quando os franceses a traduziram para Danse du Ventre. A origem dessa dança é bastante polêmica. Por ser muito antiga, não é possível precisar sua localização histórica, mas tudo indica que quando os árabes invadiram o Egito, eles se apropriaram da dança e, ao migrarem para outras partes do mundo, disseminaram essa prática milenar.

Sem podermos afirmar com certeza as origens dessa manifestação cultural, podemos apenas conhecer algumas teorias de sua origem possível. Alguns estudiosos acreditam que, inicialmente, a Dança do Leste tinha propósitos religiosos e era transmitida de mulher para mulher como tradição oral. Na medida em que foi sendo incorporada à cultura árabe, foi se transformando e ganhando proporções cada vez mais artísticas e performáticas. Justamente por ter esse caráter cultural, a Dança do Ventre permanece em constante transformação, ainda que fiel à suas origens. Como nos conta a professora Lana Shazadi, a Dança do Ventre é como um livro aberto que continua a se reiventar.

Dança do Ventre no Brasil

No Brasil, a dança chega na primeira metade do século XX e começa como uma representação bastante performática, e até mesmo caricata, de um imaginário que o Ocidente tinha sobre o que Oriente. Isso fez com que as primeiras representações da Dança do Ventre no Brasil fossem muito distintas da dança enquanto manifestação da cultura popular tradicional árabe.

A bailarina Madeleine Iskandarian, mais conhecida como Shahrazad, é quem difunde a Dança do Ventre por aqui. Ela foi professora de Lulu Sabongi e Soraia Zaied, entre outros grandes nomes da primeira geração de bailarinas brasileiras. Desde então, a Dança do Ventre se sofistica cada vez mais. Na década de 1990 surgem eventos, concursos e programas de rádio e TV que começam a publicizar a Dança. Nos anos 2000, após a novela “O Clone”, a dança ganha ainda mais popularidade e a procura por escolas de dança se amplia.

Ritmo e Feminilidade

O que na Dança do Ventre teria atraído as brasileiras? Difícil dizer, algumas bailarinas acreditam que pode ser a feminilidade que a dança evoca, seus movimentos circulares e sinuosos de quadris e braços. O que importa mesmo, é como cada mulher experiencia o ritmo da música e permite deixar a bailarina dentro de si aflorar!

Você gostou dessa breve história da Dança do Ventre? Para conhecer mais recomendamos a leitura dos posts abaixo e, claro, sentir o ritmo dessa dança aqui no Panambi!
– https://www.centraldancadoventre.com.br/a-danca-do-ventre/historia-da-danca-do-ventre/13/a-danca-do-ventre-no-mundo/13
– https://www.centraldancadoventre.com.br/a-danca-do-ventre/historia-da-danca-do-ventre/13/a-danca-do-ventre-no-brasil/12

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